segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Dia do Orgasmo: conheça os 12 tipos de orgasmo feminino que a ciência reconhece

 O orgasmo é uma resposta natural do corpo ao prazer, mas, mesmo assim, ainda é cercado de tabus. E quando o assunto é prazer feminino, então... as dúvidas só aumentam. Seja pela dificuldade em entender como chegar lá, pela pressão durante o sexo ou até pela falta de informação, muita gente ainda se sente perdida quando o tema é orgasmo.

Afinal, o que é um orgasmo? Como ele acontece?

O orgasmo é uma das fases da resposta sexual, em que há intenso prazer físico mediado pelo sistema nervoso autônomo, com contrações rápidas e involuntárias da musculatura do assoalho pélvico, seguidas de um período refratário de relaxamento, define a sexóloga Giovanna Fornasari.

"Existe um estímulo que vai para o cérebro e o cérebro manda uma mensagem. Que mensagem? Primeiro, uma resposta de liberação de adrenalina, pode ser respiração ofegante, contração muscular. Essa contração acontece, inclusive, na região genital", esclarece a sexóloga Cátia Damasceno.

"Segundo, vem uma liberação de endorfina, que é a hora que traz o relaxamento, a bradicardia, a respiração volta a ficar mais tranquila e traz uma sensação muito boa de bem-estar. Isso é orgasmo e como ele acontece", completa Cátia.

Como reconhecer um orgasmo?

Giovanna enumera algumas das sensações que seu corpo pode experimentar durante um orgasmo:

  1. Os mamilos enrijecem e ficam mais sensíveis;
  2. A respiração fica mais ofegante;
  3. Os batimentos cardíacos ficam mais acelerados;
  4. A vulva fica inchada e mais rosada;
  5. A vagina e ânus se contraem involuntariamente;
  6. A temperatura corporal aumenta;
  7. A lubrificação vaginal fica mais intensa;
  8. Ocorrem espasmos involuntários no corpo;
  9. A pupila dilata;
  10. O clítoris fica mais durinho e sensível.

Segundo a sexóloga, não é incomum que mulheres tenham dúvidas se "chegaram lá": "Como o orgasmo é um misto de sensações, ele pode ser difícil de ser definido."

Para saber se o que você sentiu é um orgasmo, é simples, segundo Cátia: "Você vai sentir uma sensação gostosa, seguida de coração batendo muito rápido, a respiração ficando mais ofegante. Você vai ter uma contração muscular e logo depois um relaxamento total, uma sensação de bem-estar."

Existem diferentes tipos de orgasmo?

Quais os tipos de orgasmo feminino? — Foto: Freepik

Quais os tipos de orgasmo feminino? — Foto: Freepik

"Sim, existem diversos tipos", explica Cátia. "Tem o orgasmo vaginal, clitoriano, anal, mamário. Até orgasmos por vias auditivas, como o ASMR, que pode trazer orgasmos para a pessoa. Orgasmos através de leitura, juntamente com estímulo..."

Giovanna Fornasari explica detalhadamente 12 deles:

  • Orgasmo Clitoriano: este é um dos mais conhecidos tipos de orgasmo. Pessoas com vulva e que têm clitóris - cuja única função é dar prazer.
  • Orgasmo Vaginal: o orgasmo vaginal, também conhecido como Orgasmo do ‘Ponto G’, acontece quando há o estímulo do clítoris dentro do canal vaginal - nosso clitóris tem 4 "perninhas" internas que não vemos, a junção dessas "perninhas" são conhecidas como ponto G.
  • Orgasmo Combinado: é quando uma pessoa chega ao clímax do prazer com estímulos em zonas erógenas diferentes. Estímulos simultâneos no clitóris e no mamilo, por exemplo, podem resultar em um orgasmo combinado.
  • Orgasmos Múltiplos: ao contrário do anterior, é quando estímulos diferentes originam um mesmo orgasmo, esse é mais ‘potente’, já que podem ocorrer vários orgasmos seguidos.
  • Orgasmo Anal: esse pode ser alcançado inclusive por quem não tem vulva. A melhor forma de conseguir é indo além da penetração, já que os demais estímulos na região potencializam o prazer.
  • Orgasmo em Sonhos: quem nunca teve sonhos eróticos? Pois é. É possível conseguir orgasmos sem estímulos físicos. Nesse caso, todo estímulo fica por conta do nosso cérebro - o maior órgão sexual.
  • Orgasmo Cervical: acontece no cérvix, região do colo do útero. Geralmente, é resultado de uma penetração mais profunda, com ângulos específicos que variam de corpo para corpo. Ter conhecimento do seu próprio corpo e estar com um parceiro ou parceira disposto(a) a proporcionar muito prazer é a chave para alcançar esse tipo de orgasmo.
  • Orgasmo do Ponto U (U de uretra): ele não deve ser penetrado, mas massagens com a língua ou os dedos podem revelar uma nova fonte de prazer.
  • Orgasmo do Ponto A: esse é um ponto difícil de ser ‘acessado’ porque fica no interior na vagina e não se trata de uma parte específica do corpo. Fica na parte frontal da vagina (em direção ao umbigo) e um estímulo nessa região pode proporcionar orgasmos mais intensos do que no ponto G, por exemplo.
  • Orgasmo dos Mamilos: sim, é possível ter um orgasmo com estímulos nos mamilos. Já existem relatos de pesquisadores de que o estímulo nessa região ativa uma área do cérebro conhecida como córtex sensitivo genital – a mesma área ativada quando há estímulo da região genital, por exemplo.
  • Orgasmo nos Esportes: há relatos de mulheres que ‘chegaram lá’ fazendo abdominais ou levantando pesos, por exemplo.
  • Resposta Sexual Expandida (ESR): esse pode ser considerado o “suprassumo” dos orgasmos. A comunidade científica ainda não conseguiu explicar exatamente esse ‘fenômeno’, mas acredita-se que ele esteja relacionado a ativação simultânea de quatro nervos diferentes. Isso proporciona orgasmos múltiplos, mas mais intensos e duradouros - uma experiência ‘fora do corpo’.

História do Município de Manicoré

 A cidade de Manicoré, distante, distante da capital Manaus 390 km, à margem direita do rio Madeira, teve sua origem com a expedição de Pedro Teixeira, um explorador e militar português. Tudo começou, quando as autoridades do Grão-Pará enviaram ao rio Madeira uma escolta, comandada por João de Barros e Guerra, experiente capitão, com a finalidade de punir os nativos.

PEDRO TEIXEIRA O HOMEM QUE SAIU DE CANTANHEDE PARA CONQUISTAR AMAZÓNIA!PEDRO TEIXEIRA O HOMEM QUE SAIU DE CANTANHEDE PARA CONQUISTAR AMAZÓNIA!

Em 1797, foi fundada a povoação do Crato, sob ordens do governador do Grão-Pará, tendo em vista facilitar as transações comerciais entre Pará, Mato Grosso e Goiás. No ano seguinte, em 1878, foi sancionada a lei nº.386 que faz de Manicoré a sede da Comarca do Rio Madeira.

A partir deste momento, Manicoré passou a receber uma intensa migração de nordestinos, que foram atraídos também pelo Ciclo da Borracha. Em razão a sua localização geográfica privilegiada, Manicoré era passagem dos imigrantes que se destinavam ao Acre. Os atrativos da cidade são: Balneário do Atininga e, as cachoeiras do Rio Manicoré.

Manicoré é um município brasileiro do interior do estado do Amazonas, Região Norte do país. Pertencente à mesorregião do Sul Amazonense e microrregião do Madeira. Localizada nas margens do Rio Madeira, a cidade possui uma posição estratégica entre Manaus e Porto Velho. Manicoré, a terra da melância! / DivulgaçãoManicoré, a terra da melância! / Divulgação

A cidade possui vários atrativos turísticos, entre eles os Balneários de Atininga Solar (Estrada do Atininga), Balneário do Ademir (Estrada do Inajá), Banho do Ilder (Perímetro Urbano), Banho do Gatão (Estrada do Igarapézinho), Banho da Marta (Estrada do Igarapézinho). Todos ficam próximos a cidade e de fácil acesso. Tem outros banhos um pouco mais distantes da  cede do município.

E um dos pontos fortes também são as cachoeiras do Rio Manicoré.

balnéario do Atininga em Manicoré / Foto : Divulgaçãobalnéario do Atininga em Manicoré / Foto : Divulgação

 

Cachoeiras do Rio Manicoré / Foto : Reprodução InternetCachoeiras do Rio Manicoré / Foto : Reprodução Internet
Balneário do Ademir (Estrada do Inajá) (Fotos Edy Lima)Balneário do Ademir (Estrada do Inajá) (Fotos Edy Lima)

 

Como atividades culturais, destacamos a Festa da Melancia, os forrós de rua, que transformam as vias de cidade em verdadeiros celeiros dançantes e o Festival das quadrilhas,onde cada bairro envia seu grupo, dando assim um colorido especial ao evento, além da Festa do Açaí realizada na comunidade do estirão no Rio Manicoré.

Lazer na Festa da Melancia, que ocorre durante o mês de setembro na cidade de Manicoré.Lazer na Festa da Melancia, que ocorre durante o mês de setembro na cidade de Manicoré.

A denominação de “Manicoré”, dada à população e à freguesia, provém do rio Manicoré, no Madeira. O nome do rio procede de “Anicoré”, tribo indígena que habitava a região.

 

Vista aérea da cidade de Manicoré, Amazonas, Brasil.Vista aérea da cidade de Manicoré, Amazonas, Brasil.

 

Manicoré recebe vários turistas de todo o mundo durante o ano, eles chegam vir de muito longe, apenas para prestigiar a sensação que é pescar nos rios amazônicos, muitos deles experimentam pela primeira vez a emoção de navegar e pescar nas águas escuras dos rios Manicoré e Atininga, principais rios da cidade.

Praça na cidade de Manicoré no estado do Amazonas na região Norte do Brasil.Praça na cidade de Manicoré no estado do Amazonas na região Norte do Brasil.

A terra do bacurau é uma boa pedida para quem quer se aventurar na prática da pesca esportiva.

 

 Praça na região do porto na cidade de Manicoré.Praça na região do porto na cidade de Manicoré.

 

Além da pesca esportiva Manicoré conta hoje com uma frota de barcos pesqueiros de porte médio e pescadores autônomos que abastecem a cidade.

O excedente é comercializado nas capitais de Manaus e Porto Velho e o peixe de couro exportado para todo Brasil.

 

Turismo e cultura no estado do Amazonas, Brasil. Vista Parcial da cidade de Manicoré, Amazonas, Brasil.Turismo e cultura no estado do Amazonas, Brasil. Vista Parcial da cidade de Manicoré, Amazonas, Brasil.

 

A Portaria 48/2007 foi criada para estabelece as normas que visam proteger várias espécies de peixe durante seu período de reprodução natural, por meio de restrições à sua pesca e também aos locais onde elas ocorrem. Durante esse período que é anual fica proibido pescar, cujo nome “Período do Defeso”.

Igreja Nossa Senhora das Dores na cidade de Manicoré no estado do Amazonas.Igreja Nossa Senhora das Dores na cidade de Manicoré no estado do Amazonas.

Em Manicoré o período do defeso já foi liberado e os pescadores autônomos e os de pesca esportiva, podem tranquilamente pescar nos rios de Manicoré até o mês de Novembro, quando novamente as espécies de peixes irão entrar no ciclo da reprodução natural.

A cidade de Manicoré destaca-se internacionalmente por sua pesca esportiva, tais como a do Tucunaré e entre outros Peixes de água doce.A cidade de Manicoré destaca-se internacionalmente por sua pesca esportiva, tais como a do Tucunaré e entre outros Peixes de água doce.A cidade de Manicoré destaca-se internacionalmente por sua pesca esportiva, tais como a do Tucunaré e entre outros Peixes de água doce.

Hoje Manicoré ainda não conta como uma agência de viagens, os turistas costumam procuram na internet a localização e os meios até chegar à Manicoré para apreciar as belezas naturais do município localizado ao sul do Amazonas.

 

Fonte: No Amazonas é Assim

prova de manipulação de materiais

 Questões

1) Explique o que é a resina composta e como é constituída?

2) Quanto de radiação o feto pode receber? E qual é a dose que o feto recebe de radiação?

3) Quais principais indicações da resina composta?

4) O que é a técnica incremental?

5) Explique a teoria da hidrodinâmica!

6) O que é plexo de Raschkow?

7) O que é Smear Layer?

8) Quanto de flúor usar diário e semanal?

9) Explique o pH critico na ausência e presença de flúor!

10) quais principais riscos de contaminação?

11) Quais  vias de transmissão dentro de um ambiente odontológico?

12) Explique o método sanduiche!

13) Quais as fases da resina acrílica?

14) O que é a NR 32?

15) Em uma mesa cirúrgica, o que deverá ser colocado no 1º, 2º, 3º e 4º quadrante respectivamente?

16) cite os métodos de controle microbiano.

17) cite a ordem de higienização do equipo.

18) Quais principais doenças infecciosas de interesse odontológico?

19) Quais agentes protetores utilizados em cavidades pronfundas?

 "meu povo perece por falta de conhecimento"

Oseias 4:6

REVOLTA NO RIO MATAURÁ - 1932 (Manicoré-Amazonas)

 

REVOLTA NO RIO MATAURÁ - 1932



Essa historia foi contada ao meu Pai, João Clarindo, quando morávamos numa localidade por nome de VENCEDOR, localizado na margem esquerda do Rio Madeira, em frente ao Paraná do Uruá, no município de Manicoré - AM, por um dos participantes da revolta chamado de Zé Pavão, segundo ele, nesta localidade vivia o clã dos Lindoso, exceto por um dos integrantes dessa grande família chamado Batué Lindoso, que tinha uma grande área de terra no Rio Marepáua.

Tudo começou quando o Coronel de Barranco Carlos Lindoso, em meados da década de 30, saindo do VENCEDOR, entrou no Rio Mataurá, hoje pertencente ao município de Novo Aripuanã - AM, e lá se estabeleceu, montando um grande Armazém de estivas para comprar a produção dos pequenos proprietários de terras que ali já exploravam a extração de borracha e castanha.

Naquela época, não havia linha de barco recreio no Rio Madeira e, no entanto, os proprietários de terras tinham que vir uma vez por ano à Manaus para recolher o imposto sobre a propriedade rural, junto à coletoria de impostos da União. Baixando o Rio Madeira, de Manicoré à Manaus, levava mais de uma semana para um batelão, impulsionado por oito remadores, percorrer esse trajeto.

Foi então que o Coronel Carlos Lindoso, em 1932, por ocasião de uma dessas viagens que faria à Capital, se comprometeu para com seus vizinhos e fregueses, levar os seus respectivos títulos de propriedade para o recolhimento do tributo.

Quando retornou de viagem, não se sabe como vez para conseguir, disse aos pequenos proprietários que lhe haviam cedido os documentos, que todas aquelas terras agora lhe pertenciam e que todos iriam ser seus empregados.

Revoltados, mas com poucas armas de fogo para deflagrar um conflito direto, os moradores se reuniram e decidiram mandar um deles a Manaus para comprar armas para a revolução. Acontece que o sujeito se perdeu, passou pela foz do Madeira e foi parar em Itacoatiara, levou cerca de duas semanas só baixando o rio. Seus correligionários já impacientes com a demora decidiram agir por conta própria.

O Coronel foi avisado que os caboclos estavam se preparando para uma revolta, mas não ligou à mínima, desdenhava inclusive – caboclo não tem dinheiro nem pra comprar munição que dirá arma de fogo – dizia ele, que morava com um filho de 15 anos no próprio armazém, mas mantinha uma casa com mulher e filhos numa área um pouco mais afastada do armazém.

Dizia o finado Zé Pavão, que o Coronel havia construído um túnel de fuga que ligava o armazém a uma mata próxima, cujo alçapão ficava bem debaixo do seu mosqueteiro.

À boca-da-noite, três homens foram até o armazém, bateram na porta e o garoto atendeu, disseram-lhe que queriam comprar velas para um velório, então um deles disse – Cadê seu pai? – o garoto apontou para o mosqueteiro e disse – está dormindo – nisso, um dos caboclos viu um canto do mosqueteiro se mexer e calculou que ali estava a cabeça do Coronel, sacou da espingarda e atirou. O tiro acertou o pé do Coronel que prontamente entrou no alçapão e sumiu. Os caboclos revistaram o armazém, mas não o encontraram, então decidiram atear fogo no armazém depois de saquearem toda cachaça, armas e munições e, felizmente, pouparam a vida do filho do Coronel, mas foram até sua casa, mataram a mulher e os outros filhos do Coronel.

Com a fumaça, o Coronel teve que sair do túnel onde estava escondido. Um caboclo o avistou saindo de um buraco próximo a mata e deu o alarme, nisso já havia uma grande multidão em volta do armazém que rapidamente o cercaram. Os caboclos, um por um, com facão em punho, foram até ele e contaram-lhe um pedaço do corpo dizendo – se lembra daquela terra que vosmice me tomou lá no lugar tal? – e cortava um braço ou uma perna até que não sobrou quase nada do Coronel.

O coronel tinha um capataz muito leal que não estava com ele nesse dia, mas assim que chegou de canoa e ia subindo o barranco, foi parado por três caboclos que lhe apontaram armas e disseram – passa pro nosso lado ou morre – ao passo que o leal empregado disse – eu prefiro morrer a passar pro lado de vocês – então morra! Disse um deles e atirou, mas a bala foi desviada pelo remo que carregava. Já o segundo tiro acertou-lhe o braço e terceiro foi fatal, bem no peito.

Sabendo que ia haver represarias, pois a família Lindoso era numerosa, os caboclos cavaram trincheiras e se prepararam pro ataque. Um dos empregados do Coronel conseguiu fugir e avisar o seu irmão que morava no Rio Marepáua, Batué Lindoso. Quando soube, armou 15 homens e partiu pra vingar a morte do seu irmão.

Antes de entrar no Rio Mataurá, Batué Lindoso fez uma parada na vila de Tapinima, onde havia um engenho de fabricação de cachaça do Senhor Luís Correa, para comprar cachaça pros seus homens. Lá foi demolido do seu intento pelo próprio Luiz Correa que lhe disse – não vá que você vai morrer! Existem lá mais de 150 homens armados com rifle winchester “papo amarelo” e espingardas.

Então pediram auxílio ao governo que enviou uma canhoneira de ferro da marinha para região, assim que ela entrou no Rio Mataurá, um caboclo conseguiu perfurar o casco da embarcação com uma bala calibre 44, carregada com ponta de lima, quase que ela afunda. Depois de taparem o buraco, ela finalmente chegou ao local da rebelião. Olhando pelo binóculo, o comandante avistou os caboclos entrincheirados no porto e então deu ordem para que desferissem uma rajada de metralhadora e tiros de morteiro no entorno da margem do rio, foi o suficiente para os caboclos abandonarem suas posições e sumirem mata adentro.

Nesse dia, os soldados da marinha não conseguiram capturar um caboclo sequer, segundo o finado Zé Pavão, um caboclo que estava fugindo em meio ao tiroteio infernal, teve a barra da sua calça agarrada por aquele cipó cheio de gancho chamado “unha de gato” e veio ao chão, nisso ele gritou: “pelo amor de deus seu soldado, não me mate!”.

Mais tarde, conseguiram prender apenas umas seis pessoas pelo assassinato do Coronel, mas a maioria fugiu atravessando o Rio Madeira, passando pelo Vencedor, Castanhal e Cachoeirinha, inclusive o finado Zé Pavão.

Quando fomos morar no Vencedor, a convite do Cesar Lindoso, grande profissional agrônomo daquela região e muitas vezes Secretário da Agricultura do Município de Novo Aripuanã, filho de Cariolanda Lindoso e tio do Coronel assassinado, os caboclos que moravam na margem direita do Rio Madeira tinham o maior receio de atravessar o rio, com medo de represarias. Tinha época que chegavam a passar fome porque a melhor área de pesca ficava justamente do outro lado do rio, mas era só cisma de caboclo, porque o Cesar mesmo não ligava pra essas coisas.

Espero que isto tenha contribuído para resgatar um pouco da história dos nossos seringais. Considerando que o sentimento de justiça é inerente à natureza humana, não importa a condição social do indivíduo. Quando lhe subtraímos algum direito, há a chamada “revolta do injustiçado”, em nome da qual se pode cometer alguns atos de barbárie, como neste caso.

Editado por Helinaldo Correa

Coriolano Cidade Lindoso
Ex-presidente do TCE-AM, Coriolano Cidade Lindoso. (Reprodução/TCE-AM)

Lindoso nasceu em 18 de novembro de 1919, no Seringal Vencedor, município de Manicoré, distante 331 quilômetros de Manaus. Poeta e articulista com crônica diária no jornal “A Gazeta”, foi pai de sete filhos, sendo quatro no primeiro casamento e três no segundo.

Formou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Ceará e, de volta a Manaus, ocupou o cargo de diretor da penitenciária do Estado e promotor de Justiça do Ministério Público na Comarca de Manicoré, onde exerceu a advocacia solidária.

Foi deputado estadual pelo Amazonas em duas legislaturas (1952 a 1955) e, como vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), chegou a assumir interinamente o Governo do Amazonas no final da gestão de Álvaro Maia. No TCE, foi juiz e se aposentou como conselheiro, ocupando o cargo de presidente em dois mandatos: no biênio 1954 e 1955, e 1960.

Depois das funções no Tribunal, foi assessor jurídico da Prefeitura de Barreirinha, a 330 quilômetros de Manaus, onde foi eleito prefeito, por três legislaturas (1969 a 1972; 1977 a 1982; e 1989 a 1992). Faleceu em 28 de julho de 2005.

Documento de Coriolano Cidade Lindoso resgatado pelo Museu do TCE-AM. (Reprodução/TCE-AM)
https://revistacenarium.com.br/conheca-ex-presidentes-do-tce-am-que-marcaram-a-historia-do-tribunal/