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domingo, 27 de julho de 2014
Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono – Terceira Edição
Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono – Terceira Edição
Eu sabia disso. Mas quando entrei no site da American Academy of Sleep Medicine (AASM) fiquei sabendo que teria que desembolsar 60 dólares para adquirir a classificação. Não o fiz no momento e acabei esquecendo.
Sorte a minha.
Dias desses o professor e meu colega de doutorado Yuri Martins Costa me questionou sobre a classificação. Disse a ele que tinha visto e ia adquirir via site.
Mas…
Yuri sempre atualizado avisou: baixe o aplicativo para tablets da AASM e você terá acesso a classificação, sem necessidade de login, nem nada!
\o/
E foi o que eu fiz!
O aplicativo se chama AASM Library. O acesso e leitura do texto só pode ser através do aplicativo para smartphones e tablets em iOS e Android.
Seguem algumas imagens do aplicativo!
Barodontalgia: dor em dente por diferença em pressão atmosférica.
Barodontalgia: dor em dente por diferença em pressão atmosférica.
Prof: Juliana
Sempre que viajo de avião levo um chiclete na bolsa. Isso porque eu sofro na maioria dos voos com as variações de pressão atmosférica e ontem não foi diferente.
O que acontece é que as variações repentinas de pressão que se verificam durante um voo fazem com eu sinta dor ou que meu ouvido fique tampado. A pressão no ouvido médio pode ser equilibrada respirando com a boca aberta, mascando chiclete ou engolindo. Infelizmente em mim estas manobras não funcionam 100%. Esta situação foi ainda pior quando eu estava resfriada e estava em um voo em direção ao Rio de Janeiro. Ao se aproximar do aeroporto Santos Dumont tive vontade de simplesmente cortar minha cabeça tão forte foi a dor!
As pessoas que tenham uma infecção ou uma alergia que afete o nariz e a garganta podem sentir queixas quando viajam de avião ou mergulham. Um descongestionante alivia a congestão e ajuda a abrir as trompas de Eustáquio, igualando a pressão em cada um dos lados dos tímpanos. Mas pergunte se eu tinha um na bolsa! Claro que não! Só o chiclete básico que de nada adiantou neste dia…
Mas pensando nisso durante a viagem de carnaval, mascando o chiclete na aterrissagem no Rio de Janeiro (trauma do Santos Dumont e também do Salgado Filho em Porto Alegre!), me lembrei de uma condição de dor dentária pouco relatata que é a barodontalgia.
Pouco vi na literatura científica até hoje sobre o assunto. Resolvi jogar o termo no pubmed e os resultados mostraram 31 artigos, a maioria relato de casos e algumas revisões.
A última revisão foi publicada por Yehuda Zadik de Israel na revista Triple O, intitulada “Barodontalgia: what have we learned in the past decade?”. Deste artigo, que disponibilizarei logo abaixo para vocês fazerem download, extrai algumas informações para um resumo informativo:
Definição: a barodontalgia é um tipo de dor orofacial relacionada a alteração da pressão atmosférica que ocorre nos dentes.
Classificação: a dor pode ser indireta (não relacionada a problemas dentários) ou direta (relacionada a problemas dentários). Esta última pode ser classificada em 4 subclasses de acordo com as condições e sintomas pulpares e/ou periodontais: (1) pulpite irreversível; (2) pulpite reversível; (3) polpa necrótica; (4) patologia periapical.
Prevalência e incidência: comum em duas situações: mergulho e voos. As taxas de incidência durante o mergulho variam entre 9,2 a 21,6%. Já durante voos, a barodontalgia acontece em cerca de 11% dos aeronautas, com taxa de 5 episódios a cada 1000 voos por ano. A barodontalgia já foi relatada durante escaladas e também em câmaras hiperbáricas mas não há dados suficientes ainda sobre estas condições.
Fatores associados: Durante o mergulho a dor aparece a uma profundidade maior ou igual a 33 pés e afetam mais dentes superiores do que inferiores. A maioria dos epidódios ocorre quando o megulhador está descendo a esta profundidade. Durante voos, tanto dentes superiores como inferiores parecem ser afetados, bem como isso ocorre tanto ao subir como descer, sendo relatada à altitudes de 3000 a 25000 pés.
Etiologia: A maioria dos casos está associada a um “despertar” de uma condição subclínica pulpar e/ou periodontal previamente presente. Barosinusite em casos de voos foram a causa da dor em 9,7% dos casos. Casos relacionados a barotite e a barotrauma dental (quando ocorrem fraturas em resturações ou tecido duro dental pela diferença na pressão atmosférica) também já foram relatados. Quando associados a barossinusite e a barotite, a dor é referida ao dente, sendo classificado como dor indireta.
Diagnóstico: parece que 14,8% dos casos não são diagnosticados. No processo de diagnóstico, frente ao paciente com dor, o profissional deve questioná-lo sobre tratamentos odontológicos recentes, sintomas que precederam a dor (por ex., ouvido tampado), início e alívio da dor (descendo ou subindo) e as características desta dor (para lembrar, postagem sobre anamnese sobre dor). Durante o exame, deve-se avaliar fraturas em restaurações, lesões de cáries, realizar testes de vitalidade pulpar, necessidade de radiografias, presença de sinusite e dor em ATM e músculos mastigatórios, ou seja, realizar o exame físico odontológico de forma completa!
Patologia: ainda oculta por falta de dados e de pesquisas. O que se relata é a maior relação da barossinusite e a dor em dentes superiores (dor indireta) durante o mergulho e a dor direta no caso de voos. Lembre-se porém, que ambas situações, direta ou indireta, podem ocorrer.
Prevenção: os autores lembram que todos devemos ser submetidos a exames odontológicos periódicos. Indica, no caso desta população, exames com radiografias panorâmicas com intervalos de 3 a 5 anos. Atenção especial com patologias periapicais, fraturas em resturações, cáries secundárias e dentes desgastados. Restrição ao mergulho e voos logo após procedimentos dentais e cirúrgicos também é uma ótima ferramenta de prevenção.
Fonte: Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2010;109:e65-e69
sábado, 26 de julho de 2014
Vida Fiel
Don't Hold Me Down (Colbie Caillat)
I'm just so tired of these Troubles that I try to hideMakes me wanna wash away my whole world inside
I think it's time that I make changes in the things I do
This weight on my chest I am ready to loose
And all this time I've been getting in my own way
I have to tell myself only I can be the one to make a change
Don't hold me down
Oh, I was getting so far
Don't hold me down
Cause I don't wanna fall apart
Don't hold me down
You see me waking up and feel it now
I'm breaking down
And nothing's gonna stop me now
No, no
I have been rocking back and forth across the line
Hanging over for a moment on the wrong side
Now I'm standing up
I think I'll be here for a while
Hope I rememeber how to keep on this steady smile
And all that time I was getting in my own way
I had to tell myself only I could be the one to make a change
Don't hold me down
Oh, I was getting so far
Don't hold me down
Cause I don't wanna fall apart
Don't hold me down
You see me waking up and feel it now
I'm breaking down and nothing's gonna stop me now
I know I'm gonna fight it
I'm tired of being blinded
So...
I won't hold me down
Oh, I wanna go so far
I won't hold me down
No, I don't wanna fall apart
Don't hold me down
You see you're waking up and feel it now
I'm breaking down and nothing's gonna stop me now
No, no
Nothing's gonna stop me now
No, no, no
No, no
No, no
Não me segure
Estou tão cansado desses problemas que eu tento esconderMe faz querer jogar fora todo o meu mundo interior
Eu acho que é hora de eu fazer mudanças nas coisas que eu faço
Este peso em meu peito eu estou pronto para perder
E todo este tempo eu fui encontrando meu próprio caminho
Eu tenho que dizer a mim mesma que só eu posso ser aquela que faz a mudança
Não me segure
Ah, eu estava chegando tão longe
Não me segure
Porque eu não quero ficar mal
Não me segure
Você me vê acordar e sentir isso agora
Eu estou acabando com isso
E nada vai me parar agora
Não, não
Eu tenho balançado de um lado para o outro da linha
Hesitando por um tempo no lado errado
Agora eu estou de pé
Eu acho que vou ficar aqui por um tempo
Espero que eu me lembre de como manter este sorriso constante
E todo este tempo eu fui encontrando meu próprio caminho
Eu tenho que dizer a mim mesma que só eu posso ser aquela que faz a mudança
Não me segure
Ah, eu estava chegando tão longe
Não me segure
Porque eu não quero ficar mal
Não me segure
Você me vê acordar e sentir isso agora
Eu estou acabando com isso e nada vai me parar agora
Eu sei que vou lutar contra isso
Estou cansada de ser cega
Então...
Eu não vou me segurar
Oh, eu quero ir tão longe
Eu não vou me segurar
Não, eu não quero ficar mal
Não me segure
Você vê que você está acordando eu sinto isso agora
Eu estou acabando com isso e nada vai me parar agora
Não, não
Nada vai me parar agora
Não, não, não
Não, não
Não, não
Guru do sexo de 90 anos faz sucesso com respostas diretas na Índia Mahinder Watsa "abre o jogo" com leitores em coluna diária que virou 'cult' na Índia.
Guru do sexo de 90 anos faz sucesso com respostas diretas na Índia
Mahinder Watsa "abre o jogo" com leitores em coluna diária que virou 'cult' na Índia.
Da BBC
O país que deu ao mundo o Kama Sutra aprende sobre sexo com um senhor de 90 anos. A coluna diária de Mahinder Watsa, franca e engraçada, tornou-se cult na Índia, onde a educação sexual é um assunto polêmico.
"Sexo é uma coisa alegre", diz Watsa "mas alguns escritores lidam com isso de forma médica e séria."
Como colunista nos últimos 50 anos, Watsa deixa o leitor à vontade, em vez de ir pelo caminho científico ou moral. Suas respostas são curtas e vão direto ao ponto - ocasionalmente agressivas, muitas vezes hilárias. "Estou falando a língua deles."
P: Há dois dias, eu tive relações sexuais sem proteção com minha namorada. Compramos uma "pílula do dia seguinte" mas, no calor do momento, eu tomei no lugar dela. Isso pode me causar complicações?R: Da próxima vez, por favor, use camisinha e certifique-se que você não vai engolir isso também.P: Depois de fazer sexo quatro vezes por dia, fico fraco no dia seguinte. Por cerca de cinco minutos, minha visão fica branca e não consigo ver nada. Por favor, ajude-me.R: O que você esperava? Gritos de "Viva" e "Eu sou um campeão" por toda a cidade?
P: É seguro dormir com o pênis dentro da vagina?R: Normalmente, quando o pênis retorna ao estado flácido, desliza para fora da vagina. Mesmo se não o fizer, fique tranquilo, que a vagina não vai comê-lo de café da manhã.
Virgindade
Watsa recebe cerca de 60 cartas e e-mails por dia e responde a todas. Acha que já respondeu a mais de 35 mil perguntas.
Ele foi convidado a escrever uma coluna estilo "Querido Doutor" nos anos 1960 por uma revista feminina (Trend). Tinha quase 40 anos e se formara recentemente como médico. "Não tinha muita experiência, confesso."
Nos primeiros meses, as perguntas eram de medicina em geral – sobre pediatria e coisas do tipo - mas começaram a chegar cartas de jovens mulheres de locais distantes com problemas.
Contavam que um tio ou um alguém mais velho havia abusado delas quando eram adolescentes e temiam não se casarem por terem perdido a virgindade.
"Muitas sugeriam que cometeriam suicídio", disse Watsa. "Um hímem intacto é muito importante nessa parte do mundo."
Tudo que ele podia fazer era aconselhá-las a não entrar em pânico no dia do casamento."Não se preocupe, seu marido não vai perceber."
Hoje em dia, Watsa é bem mais direto. Ele explica que o hímen pode romper ao fazer o exercício físico ou com masturbação, o que não podia fazer na época.
O especialista percebeu que muitos dos problemas dos leitores decorriam de falta de educação sexual, o que acabou tornando a conscientização sobre o sexo um objetivo de sua vida, primeiro por meio da Associação de Planejamento Familiar da Índia (FPAI, sigla em inglês) e, posteriormente, da sua própria organização, o Conselho Internacional de Educação Sexual e Familiar (CSEPI, sigla em inglês). Enquanto isso, continuava escrevendo.
Recebe cartas sobre hímen rompido até hoje. "Infelizmente, o tema ainda é muito forte." Os homens que escrevem para lançar dúvidas sobre a virgindade da sua parceira recebem pouca atenção.
P: Minha namorada e eu temos 22 anos de idade. Tivemos relações sexuais há alguns meses, pela primeira vez, mas ela não sangrou. Como posso identificar se ela é virgem? R: É dessa maneira que você ama sua namorada? Você é uma pessoa suspeita. Você nunca ouviu falar que existem várias outras maneiras pelas quais o hímen pode romper, como ao praticar um esporte?
Watsa tampouco tem papas na língua com aqueles mais preocupados com o tamanho do seu órgão sexual.
P: Tenho um pênis pequeno e não consigo satisfazer minha namorada. Meu astrólogo me aconselhou a puxá-lo todo dia por 15 minutos, enquanto faço uma oração. Venho fazendo isso há um mês e não tem ajudado. O que devo fazer?R: Se isto fosse correto, a maioria dos homens teria o pênis no joelho. Deus não ajuda homens ingênuos, bobos. Vá a um especialista em sexualidade que lhe ensine a arte de fazer amor.
Por anos, Watsa escreveu para revistas femininas e masculinas e websites, mas em nenhuma publicação seus escritos fizeram mais sucesso que no Mumbai Mirror. Há dez anos, quando tinha 80 anos de idade, ele iniciou a coluna "Pergunte ao Sexpert", a primeira coluna diária em um jornal indiano que abordou as inquietações sexuais dos leitores.
"Até começarmos a coluna, a mídia indiana raramente usava palavras como pênis e vagina", diz Meenal Baghel, editora do jornal. A iniciativa imediatamente atraiu muita atenção, e nem sempre positiva.
Baghel teve de lidar com acusações de obscenidade e mensagens de ódio, mas achava que os benefícios de publicar a coluna valiam a pena. "Ele é, sem dúvida, a estrela do jornal", diz a editora.
Ela sabe de cor a sua resposta favorita de Watsa a um leitor. "Alguém perguntou a ele se o pênis pode encolher devido à masturbação repetida. Sua resposta foi: você fala muito, sua língua encolheu?"
Com criatividade e paciência infinitas, Watsa encontra novas maneiras de responder às mesmas perguntas feitas há décadas.
Muito de seu trabalho envolve algo conhecido como "dar permissão"- tranquilizar as pessoas de que seu comportamento sexual é normal e inofensivo. "O problema ainda é masturbação", diz Watsa.
Homens ansiosos questionam se a masturbação vai levá-los a perder a força, o cabelo ou a capacidade de ter filhos. A ideia de que a perda de sêmen é prejudicial para a saúde de um homem é reforçada por sistemas de crenças tradicionais.
Ele também testemunhou grandes mudanças. "Há trinta anos, poucas mulheres me escreviam. Agora, são muitas." E elas não têm apenas questões práticas sobre como engravidar ou não: nos últimos anos, começaram a perguntar sobre satisfação sexual e masturbação. Ele responde com o mesmo humor.
P: Minha amiga acha que seus seios estão ficando maiores por causa da masturbação. Isso é possível?R: Não. Ela acha que o clitóris é uma bomba de ar?
Apesar destes sinais de emancipação das mulheres, Watsa diz que ainda fica ocasionalmente chocado com o que suas leitoras aguentam. "Quando elas escrevem sobre o abuso sexual, tortura e o que seus maridos fazem com elas quando estão bêbados eu me preocupo", diz.
Watsa também lamenta o fim das grandes famílias onde várias gerações viviam sob o mesmo teto. "Havia sempre tias ou avós que poderiam explicar as coisas para os casais mais jovens", diz ele. "Agora ninguém está lá para explicar como funciona o sexo. Ouço falar de um monte de casamentos não consumados."
Casamentos arranjados entre pessoas que não se conhecem ainda são comuns, diz Watsa. "Eles esperam consumar um casamento de imediato, mas no Kama Sutra há uma parte que diz que se leva de quatro a cinco dias para fazer amigos e entender uns aos outros", diz.
Para um estudo acadêmico, a ginecologista e militante Suchitra Dalvie analisou mais de 500 cartas recebidas por Watsa em um período de quatro meses. Quando ela apresentou as suas conclusões em uma conferência em Pequim, o público ficou fascinado pelas contradições da Índia.
Todos conheciam o país como a "terra mística do Kama Sutra" - o antigo texto sânscrito sobre a arte do amor e do prazer sensual - e ficaram surpresos ao saber sobre o nível rudimentar de educação sexual ou mesmo sobre a discussão clara sobre sexo no país.
A coluna de Watsa é um dos tratamentos mais francos sobre o assunto há 2 mil anos.
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