quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

MONTAGEM DO MODELO INFERIOR



MONTAGEM DO MODELO INFERIOR

O objetivo é a análise oclusal e a posição que tem que estar é em RC
O posicionamento dentário em RC os dentes não se tocam, independe dos contatos dentários.
Registro inter – oclusal (material entre os dentes em RC para que possamos transferir a condição para o articulador, ou seja, é uma orientação para montar o modelo inferior)
10 % dos pacientes RC = MIH
90 % RC ≠ MIH

Registro da relação cêntrica
1) O registro na placa de cera é feito associado a um dispositivo de parada anterior como um JIG ou tiras de LONG.
2) JIG e tiras de LONG tem como função básica controlar a espessura do registro.

TÉCNICA BIMANUAL DE DAWSON

REGISTRO COM TIRAS DE LONG.
1) Avaliar o espaço livre entre os incisivos superiores e inferiores quando do primeiro contato dentário pela manipulação.
2) Definir o número de tiras.
3) Posicionar entre os incisivos e manipular a mandíbula em RC. Se houver contato dentário, acrescentar mais lâminas até que o contato seja aliviado.
4) Preparar a placa de cera, recortar a região anterior em forma de U ou de V para assegurar o espaço para as tiras de Long.
5) Posicionar na arcada superior a cera 7 plastificada.
6) Posicionar entres os incisivos
7) Para montar o modelo inferior o articulador deverá esta de “cabeça para baixo”.
8) Pino incisal em zero paciente esta em MIH
·     O ramo superior esta paralelo ao ramo inferior DV maior
·     Medir a distância no modelo
·     Acrescentar a medida no pino incisal para a cima do zero
     9) Cola quente
    10) Hidratar o modelo inferior
    11) Pouco gesso, porque o gesso tipo IV expande muito
    12) Usar um elástico até o gesso cristalizar, o que demora 45 minutos.
    13) Acabamento usar gesso comum.
OCLUSÃO IDEAL
Objetivo:
- Tentativa restauradora de dentição mutiladas
Componentes:
- Posição ortopedicamente estável ME ou RC
- Condição oclusal estável
- Forças direcionadas ao longo eixo do dente
Guias
- Anterior=>
- Posterior=>
Condição Oclusal estável
- Toque de dentes
- Fechamento da mandíbula
- Estabilidade condilar
- Diminuição da força sobre os dentes
RC+MIH=ORC
Guia anterior
Guia Incisal = Protrusão
Guia Canina = Lateralidade
·     Lado de trabalho só há contato no canino, desocluindo todos os  outros dentes.
Chave do canino (vantagem da guia do canino)
·     Osso compacto
·     Controle da força lateral
·     Maior área periodontal
·     Raiz larga e grande
Função em grupo – Na lateralidade ocorre o toque do canino e de mais alguns dentes posteriores do mesmo lado.
Observe: Se o canino não estiver incluído não há função em grupo.
MUTUA PROTEÇÃO
·         Dentes posteriores protegem dentes anteriores de forças verticais
·         Dentes anteriores protegem dentes posteriores de forças horizontais
·         Se os dentes anteriores tocam, os posteriores não podem se tocar.
·         Se os posteriores tocam, os anteriores não devem tocar.
CONTATO PREMATURO
·         Primeiro toque que ocorre entre dois ou mais dentes no ato de fechamento mandibular antecedente ao fechamento.
PREJUIZO
·         O disco é pressionado em um local não ideal.
INTERFERENCIA OCLUSAL
·         Desgaste dentário
·         Fratura
·         Alteração pulpar
·         Remodelação dos discos adjacentes ou remodelação na posição dental e/ou mandibular.
TRAUMA PRIMARIO
·         Mobilidade dentária sem doença periodontal, sem perda de inserção.
TRAUMA SECUNDÁRIO
·         Presença de doença periodontal inflamatória, aumento progressivo da mobilidade.
·         Dor, desconforto, impacção de alimentos.
AUSÊNCIA DE MUTUA PROTEÇÃO
·         Alterar a DVO
·         Abfração
·         Recessão Gengival
·         Perda óssea localizada (sem bolsa)
·         Mobilidade
·         Facetas de desgaste (exemplo: ponta do canino foi embora)
·         Inversão de alavanca (parafunção)
·         Fraturas (dentes e/ou restaurações)
OCLUSÃO BALANCEADA BILATERAL
·         Contatos bilaterais e balanceados durante todos os movimentos de lateralidade e protrusão.
·         Se o plano oclusal fosse paralelo?

Oclusão



CONCEITOS E DEFINIÇÕES  2 Aula

RC (Relação Centrica) => É a relação maxilomandibular no qual os côndilos articulam-se com a porção avascular mais fina de seus respectivos discos e esse complexo (côndilo-disco) em uma porção mais anterossuperior contra a vertente posterior da eminencia articular.
·         Independe dos contatos dentários
·         Posição do côndilo
·         Posição reproduzível, confiável (não se altera com o longo dos anos) e confortável (é a posição que se exerce menos força para executar o esforço mastigatório).
·         Biomecânica (melhor)
·         Músculo esqueleticamente estável (ME)
É uma posição onde temos o menor esforço mastigatório (esforço muscular)
OBs: Em prótese total o paciente não apresenta dente, então nos baseamos em uma posição que é reproduzível, isso é a RC.
MIH (Máxima Intercuspidação Habitual) => Contato Dentário
·         Posição onde ocorre o máximo de contatos dentários independente da posição condilar.
·         Os contatos são guiados por percepção neurológicos de estruturas do ligamento periodontal.
·         Posição que pode ser facilmente alterada (Pois esta ligada a dente)
·         Posição alterada por intervenção do cirurgião - dentista.
·         Dente com giroversão
·         Cúspides de contenção Centrica: VI x PS
·         Mordida cruzada
RC x MIH
·         Cerca de 90% dos indivíduos apresentam a posição de RC diferente da MIH, pela presença de um contato pré-maturo (o dente toca antes do fechamento total), geralmente localizada na região posterior.
·         Cerca de 10% da população apresenta RC=MIH.
ORC (Oclusão de Relação Centrica)
·         Cerca de 10% da população apresenta
·         Quando o maior número de contatos entre os dentes posteriores acontece, quando o côndilo encontrando – se na posição de RC.
RC+MIH=ORC
MIH= dente     Olhamos
RC= côndilo
OBs: (ORC) essa é a posição que procuramos em uma prótese total
·         O paciente com apenas 3 dentes, trabalhamos em MIH
DV (Dimensão Vertical)
É a medida vertical da face registrada entre dois pontos arbitrários, um na maxila e outro na mandíbula, determinando a altura do terço inferior da face.


ü  Método de Willis(1930)
                        Willis observou que a distância entre as pupilas  e a comissura labial era igual a distância entre a base do nariz e a base do mento no paciente normal, em posição de repouso muscular
A = B

·     A Comissura do lábio a comissura do olho 1/3 médio.
·     B Base do nariz e base do queixo 1/3 inferior.
Trabalhamos em DVR
Os músculos abaixadores e elevadores estão em equilíbrio e os dentes estão afastados de 3 a 4 mm, correspondendo ao EFL (espaço funcional Livre).
OBs: A DVR não é afetada com a perda dos dentes, ou seja, não há contatos dentários. Para Prótese Total temos: RC e DVR.
DVO (Dimensão Vertical de Oclusão)
Distância medida entre dois pontos, um na maxila e outro na mandíbula, quando os dentes estão em contatos oclusais.
Esta distância pode sofrer grandes variações com a perda dos elementos dentários ou por trabalhos restauradores.
DVR - DVO=EFL (cai em concurso)
DVR= É encontrada quando fazemos a medição no terço médio, sem contatos dentários, só há toque de lábio de 3 a 4 mm.
DVO = Dente ocluído.
EFL = Espaço funcional livre ou espaço da fala.
DVO = Pode ser alterada
OBs: Em prótese total montamos o paciente em DVO e subtraímos de 3 a 4 mm. O teste mais utilizado é o compasso de Willis.
DVO
·         Diminuída: Perda dos dentes posteriores e atrição dos dentes anteriores.
·         Aumentada: Confecção de trabalhos protéticos, placas ou extrusão dos dentes posteriores em mordidas abertas anteriores.
 DVO
Diminuída
·         Terço médio inferior diminuído
·         Projeção do mento
·         Aprofundamento do sulco labial
·         Queilite angular
·         Perda do suporte do lábio superior com redução de sua espessura.
Aumentada
·         Terço inferior da face aumentada
·         Dor muscular
·         Sensibilidade dentinária, pode levar a pulpite.
·         Dor na Articulação (pois o côndilo não esta em RC)
MOLDAGEM EM OCLUSÃO
Moldagem=> ato de moldar (moldeira e material juntos)
Molde=> reprodução em negativo (-)
Modelo=> reprodução em positivo (+)
Em oclusão a finalidade da moldagem é a Análise oclusal (modelo de estudo)
EM PT É MODELO DE ESTUDO
PROTOCOLO DE OCLUSÃO
1.   Seleção da moldeira
2.  Tipo de moldeira
3.  Seleção do tamanho da moldeira
4.  Individualização da moldeira
5.  Seleção do tipo de material (Alginato)
6.  Proporcionar o material corretamente (medir o Alginato e pesar o gesso)
7.  Desinfecção do molde (hipoclorito de sódio)
8.  Seleção do tipo de gesso (gesso IV)
9.  Tempo de espatulação do Alginato 45 segundos a 1 minuto.
10.  Tempo de presa do gesso 45 minutos a 1 hora
11.  Separar o modelo do molde, recortar e fazer o acabamento.
12.  Usar o mesmo medidor do Alginato
13.  Cuba de borracha 1 para o gesso e outra para o Alginato (espátula também de metal e plástico respectivamente)
Tempo de trabalho aumenta com a água gelada
O Alginato geleificado e é removido da boca
1º Água e depois Alginato
1ºÁgua e depois gesso
Gesso: I divide por 2
Gesso: III divide por 3
Gesso: IV e V divide por 5
OBS: EM OCLUSAO USAMOS O GESSO TIPO IV
MOVIMENTOS MANDIBULARES

Movimentos Mandibulares
Lado de Trabalho
Lado para o qual a mandíbula se movimenta – há contato

Lado de Não-trabalho
Lado oposto ao movimento mandibular – não há contato

Protrusiva
movimento anterior – contato apenas em anteriores

Movimento de Rotação
Eixo Horizontal
Eixo Vertical
Eixo Sagital

Movimento de Translação
Os dentes, côndilos e ramos se movem  todos na mesma direção e na mesma extensão.

PLANO SAGITAL

Movimentos Bordejantes
Bordejante de abertura posterior
Rotação pura de abertura pode ocorrer até que os dentes anteriores estejam separados cerca de 20 a 25 mm.

O côndilo é transladado para baixo da eminência articular enquanto a boca rotaciona para abrir até o limite máximo (40 a 60 mm).

Bordejante de abertura anterior
Com a mandíbula totalmente aberta, o fechamento acompanhado pela contração dos pterigóideos lateriais inferiores produzirá o movimento de fechamento anterior.

Bordejante de contato superior
Diferença entre RC e MIH. Movimento ântero-superior.

Contato entre as bordas incisais dos dentes anteriores inferiores e as vertentes palatinas dos dentes anteriores superiores resulta em um movimento ântero-inferior da mandíbula.

Dentes anteriores superior e inferior posicionados em uma relação topo a topo, seguindo então uma trajetória horizontal até as bordas incisais dos dentes inferiores ultrapassem as bordas incisais dos dentes superiores.

Mandíbula move-se numa direção  superior até os dentes posteriores contatarem.


As superfícies oclusais dos dentes posteriores determinam, então, o trajeto restante até o movimento de protrusão máxima, o qual se une com a posição mais superior do movimento bordejante de abertura anterior.

Gráfico de Movimento de Posselt – Plano Sagital

Movimento Funcional  - PLANO SAGITAL
Acontece dentro dos movimentos bordejantes;
A maioria dos movimentos funcionais requer intercuspidação máxima, por isso, geralmente começa na MIH ou abaixo dela;


PLANO HORIZONTAL

Contração do Pterigóideo lateral inferior direito fará o côndilo mover-se para frente e para o meio (e também para baixo).

Movimentos bordejantes lateral esquerdo
Côndilo orbitante
Côndilo de não trabalho

Côndilo de  rotação
Côndilo de trabalho

Pterigóideo lateral esquerdo continua relaxado e o côndilo ficara em RC

Movimentos bordejantes lat esquerdo continuado com protrusão
Contração do pterigóideo lateral inferior esquerdo junto com o pterigóideo direito
Leva o côndilo esquerdo a se mover para frente e para a direita.

Movimentos bordejantes lateral direito

Movimentos bordejantes lat. direito continuado com protrusão

Gráfico de Movimento de Gysi - PLANO HORIZONTAL

Movimentos Funcionais
EC – área utilizada nos primeiros estágios da mastigação;

LC – área utilizada nos últimos estágios da mastigação um pouco antes da deglutição ocorrer.


PLANO FRONTAL


Movimento bordejante superior lateral esquerdo
Determinada primariamente pela morfologia e relação interarco dos dentes inferiores e superiores
Traçado côncavo inferior

Movimento bordejante de abertura lateral esquerdo
Ao se aproximar da abertira máxima, os ligamentos se retesam e produzem um movimento direcionado medialmente
Traçado convexo lateral

Movimento bordejante de abertura direito
Movimento bordejante lateral direito


Gráfico de Movimento de Mongini - PLANO FRONTAL

Movimentos Funcionais PLANO FRONTAL

Envelope de Movimento
Combinação dos movimentos mandibulares bordejantes nos três planos (sagital, horizontal e frontal).

LADO DE TRABALHO: Os dentes se tocam
Exemplo: Se movimentarmos a mandíbula para o lado direito, o lado de trabalho será o lado direito (côndilo de rotação) e o lado de não trabalho será o lado esquerdo (côndilo orbitante).



Eixo horizontal




Eixo Vertical
Eixo Sagital
Plano Sagital
É quando olhamos o paciente de perfil
Rotação: Dentes separados de 20 a 25 mm
Translação: Dentes separados de 40 a 60 mm



Plano Sagital (Diagrama de Posselt)
1 – Movimento Bordejante de Abertura Posterior ( rotação e translação)
2 – Movimento Bordejante de Abertura Anterior (~40 a 60 mm)
3 – Contato Bordejante Superior
4 – Movimento Funcional (fala, deglutição, mastigação etc)
A maioria dos movimentos bordejantes requer máxima de Intercuspidação habitual, por isso, geralmente começa na MIH ou abaixo dela.
Plano Horizontal ( Diagrama de Gysi) ou Arco Gótico de Gysi

1 – Movimento Bordejante Lateral Esquerdo
2 – Movimento Bordejante Continuado Lateral Esquerdo com Protrusão
3 - Movimento Bordejante Lateral Direito
4 - Movimento Bordejante Continuado Lateral Direito com Protrusão
RC = Relação Cêntrica
PIC = Posição de Intercuspidação
EC=> 1º estágio da mastigação
EL=>
Plano Frontal (Mongini)
1 – Movimento Bordejante Lateral Superior Esquerdo
2 – Movimento Bordejante Anterior Lateral Esquerdo
3 - Movimento Bordejante Lateral Superior Direito
4 - Movimento Bordejante Anterior Lateral Direito
PIC – Posição de Intercuspidação
PP – Posição Postural
Articuladores
Os articuladores simulam os movimentos mandibulares
Quais as principais limitações dos articuladores semi – ajustáveis?
·     Concavidade articular reta
·     Só acha o inicio e o final do movimento
Vantagem: Reproduz o verdadeiro arco facial (ASA)
Padronização dos ângulos
0º--------60º
Grau da eminência articular
α=30º graus (ângulo de Fischer) => Ângulo da inclinação da eminência articular.
Grau de inclinação da parede interna da cavidade
0º--------------40º
β=15º graus (ângulo de Benetti)
Função do arco facial
·         Transferir o verdadeiro arco de Fechamento Mandibular
·         Permitir a montagem do modelo superior em uma relação espacial individual de cada paciente
·         Determinar a distancia intercondilar (10 mm, ou seja, smoll, medium e big)