domingo, 4 de junho de 2023

VACINAÇÃO CIRURGIÃO-DENTISTA

 Esquema básico de vacinação para profissionais de saúde HYPERLINK http://www.anamt.org.br/site/upload_arquivos/sugestoes_de_leitura_171220131126567055475.pdf


VacinaEsquema BásicoReforço
dT (dupla adulto, (contra difteria e tétano)13 doses, com intervalos de 2 meses1 dose a cada 10 anos
SCR (tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola)2,3,41 doseNão
Varicela 2,4,52 doses com intervalo de 2 mesesNão
Influenza 2,61 doseAnual
Hepatite B 6,73 doses (0, 1 e 6 meses)Não

1 - Esquema completo de 3 doses da vacina dupla adulto (dT) é necessário para alcançar nível adequado de proteção contra tétano e difteria em pessoas presumivelmente não vacinadas no passado. Indivíduos com esquema inicial incompleto devem receber número de doses necessárias para completar o esquema básico, não havendo necessidade de re-iniciar o esquema. O uso de doses adicionais pode aumentar a reatogenicidade, sem acrescentar qualquer vantagem.

2 - Recomendada para todos os trabalhadores de uma instituição de saúde, independente de sua ocupação e de terem ou não contato direto com pacientes.

3 - São consideradas evidências aceitáveis de imunidade contra sarampo, caxumba e rubéola: teste sorológico positivo para anticorpos específicos, documentação de vacinação prévia adequada e história de doença diagnosticada por médico. Relato de vacinação prévia sem documento comprobatório e história auto-referida de doença não são critérios confiáveis para predizer imunidade. O esquema recomendado é de dose única no momento de admissão ao trabalho, ou durante o curso, no caso de estudantes.

4 - A vacina é contra indicada para imunodeprimidos e gestantes, por ser de vírus vivos atenuados.

5 - Todos os profissionais de saúde suscetíveis devem ser vacinados contra varicela. Ao contrário do que ocorre com o sarampo, a história clínica positiva de varicela (ou herpes zoster) prévia é confiável na avaliação de imunidade contra a doença. É recomendada a triagem sorológica dos profissionais com história clínica de varicela negativa ou incerta, exceto se houver contra-indicação à vacina.

6 - Gestação e lactação não constituem contra-indicações à vacinação.

7 - Todos os profissionais cujas atividades envolvam contacto regular com pacientes ou com sangue e outros fluidos devem ser vacinados contra hepatite B. Estudantes da área da saúde devem ser vacinados antes do início de seu treinamento. Re-vacinação, com três doses adicionais da vacina, é recomendada para os que não responderam ao esquema básico.

Objetivos do Caso


Desenvolver a capacidade de manejar uma situação de acidente com material biológico em consulta odontológica.

Referências

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2015a. 57p.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Protocolo de tratamento de Influenza: 2015. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2015b. <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_tratamento_influenza...> .  Cópia local Acesso em maio 2016.
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de normas e procedimentos para vacinação. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014b. <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao...> .  Cópia local Acesso em maio 2016.
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.498, de 19 de julho de 2013. Redefine o Calendário Nacional de Vacinação, o Calendário Nacional de Vacinação dos Povos Indígenas e as Campanhas Nacionais de Vacinação, no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em todo o território nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 2013. <https://dms.ufpel.edu.br/static/bib/portaria_1498.pdf> .  Cópia local Acesso em maio 2016.
  5. BRASIL. Portaria nº 3.318, de 28 de outubro de 2010. Institui em todo o território nacional, o Calendário Básico de Vacinação da Criança, o Calendário do Adolescente e o Calendário do Adulto e Idoso. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 2010 <http://docslide.com.br/documents/ministerio-da-saude-portaria-no-3318-de...> .  Cópia local Acesso em maio 2016.
  6. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Exposição a materiais biológicos. Brasília, DF: MS, 2006a. 76 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos). <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_expos_mat_biologicos...> .  Cópia local Acesso em maio 2016.
  7. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST/AIDS. Diretrizes para controle da sífilis congênita: manual de bolso. Brasília, DF: MS, 2006b. <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_sifilis_bolso.pdf> .  Cópia local Acesso em maio 2016.
  8. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Coordenação Nacional de DST e AIDS. Manual de condutas em exposição ocupacional a material biológico. Brasília, DF: MS, [2000?]. 22 p. <http://www.bvsde.paho.org/bvsacd/cd49/condutas.pdf> .  Cópia local Acesso em maio 2016.
  9. BRASIL. Ministério da Saúde. Unidade de Assistência, Unidade de Laboratório e Rede de Direitos Humanos da Coordenação Nacional de DST/Aids. Testes rápidos: considerações gerais para seu uso com ênfase na indicação de terapia anti-retroviral em situações de emergência. Brasília, DF: MS, [20--]. <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/61testes_rapidos.pdf> .  Cópia local Acesso em maio 2016.
  10. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Public Health Service Guidelines for Management of Occupational Exposures to HIV Recommendations for Postexposure Prophylaxis. MMWR, v. 54, p. 1-17, 2005.
  11. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Workbook for designing, implementing and evaluating a sharp injury prevention program [online]. EUA: CDC, 2008. <http://www.cdc.gov/sharpssafety/pdf/sharpsworkbook_2008.pdf> .  Cópia local Acesso em maio 2016.
  12. GUILARDE, A.O. et al. Acidentes com material biológico entre profissionais de hospital universitário em Goiânia. Revista de Patologia Tropical, v. 39, n. 2, p. 131-136, 2010. <https://revista.iptsp.ufg.br/up/63/o/2010_39_2_131_136.pdf> .  Cópia local Acesso em maio 2016.

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